Destaques 14ª Tertúlia Samsys: Sustentabilidade nos Negócios

Destaques 14ª Tertúlia Samsys: Sustentabilidade nos Negócios

A Sustentabilidade nos Negócios foi o mote abordado na 14ª Tertúlia, que se realizou no passado dia 14 de novembro, que desmitificou os fatores e os indicadores que contribuem para o aumento da sustentabilidade financeira e a consequente influência que esta tem sobre a produtividade dos colaboradores e da estratégia empresarial, que contou com a presença de Rodrigo Passos, Humberto Torres e André Vieira de Castro, no painel de oradores.

A sustentabilidade, cada vez mais, tem um forte impacto na estratégia empresarial e um peso significativo na saúde financeira de cada negócio e no relacionamento com os clientes, fornecedores e parceiros.

14ª Tertúlia (Porto, 14 de novembro de 2019)

 Internacionalização

Quando queremos apostar em internacionalização, temos que estar preparados para o mercado em que vamos entrar e estar informados sobre as normas e legislação de cada país.

Além disto, é imprescindível a criação de uma estrutura forte, com pessoas de confiança que conseguiam reunir os parceiros locais nos lugares certos.

Tesouraria nas empresas

A esmagadora maioria das empresas que desapareceram, o principal motivo é  não possuírem um serviço de tesouraria, que é fulcral para a sustentabilidade de todas as empresas.

No entanto, tendo em conta a realidade e o caminho para o futuro, temos de preparar a empresa para um cenário desconhecido e não podemos alocar todos os recursos num projeto que pode correr o risco de falhar.

O Capital Humano

O sucesso de uma empresa é “AMAR” os seus clientes e colaboradores.

É difícil falar em sustentabilidade sem falar em pessoas. As pessoas fazem parte do crescimento da sustentabilidade das organizações.

A autenticidade das pessoas é o que alavanca os negócios e a conectividade entre as pessoas permite criar uma envolvência e um sentimento de compromisso com a organização.

São as pessoas que constituem as empresas e o maior desafio é gerir pessoas e a satisfação das mesmas e permitir que estas consigam conciliar a sua vida pessoal com a sua vida profissional.

A sustentabilidade dos recursos humanos, cada vez menos depende da questão financeira, pagar a cima da média por si só não chega, é necessário inovar, implementar a flexibilidade de horários, investir em formação, possibilidade de trabalho a partir de casa, perceber e colocar os trabalhadores nas tarefas que o fazem feliz, ou seja, existe um conjunto de práticas políticas que podem ser implementadas para atrair as pessoas e fazer com que a sua taxa de rotatividade diminua.

O renting

O renting é uma ferramenta que deve ser utilizada como complemento no crescimento da organização, pois ajuda na aquisição dos equipamentos certos e atualizados, de forma a tornar o trabalho mais produtivo e eficiente e a ganhar uma autonomia financeira mais alta.

No caso de Portugal, o renting é uma realidade constante. Atualmente, a Grenke faz renting de quase tudo, exceto automóveis (equipamentos que tenham matrícula). O nicho é o renting tecnológico, small ticket, no entanto, tiveram a necessidade de adaptar a sua estrutura à realidade das necessidades dos clientes e consumidores e do seu negócio.

Programa Portugal 2020

Para uma empresa se candidatar ao PT2020, obrigatoriamente tem que ser sustentável por si só. Isto porque, se a empresa não o é na atualidade, não será com este sistema de incentivo que se vai tornar. A candidatura só faz sentido se a sustentabilidade estiver garantida, pois durante a candidatura existem dois momentos, o da aprovação do projeto e o da execução e no final, nos resultados a média nacional de execução de empresas que não são sustentáveis é de 18% – 20 % face às sustentáveis que apresentam valores de 90%.

A definição da estratégia

A sustentabilidade assenta em três pilares: o ecológico (impactos ao nível industrial), o social (apoio a comunidade e bem-estar dos colaboradores) e ambiental e tem de haver um equilíbrio nestes pilares. Quanto mais pensamos em dinheiro, menos o geramos, devemos apostar em indicadores económicos e medir métricas que podem vir a revolucionar o processo. No entanto, a realidade dos setores de serviços e do setor da indústria são muito diferentes. As coisas mudaram porque o mercado mudou, a procura tornou-se muito mais forte e as maiores dificuldades que uma empresa pode encontrar ao incorporar a sustentabilidade na sua estratégia são a disciplina, o rigor e o compromisso.

Hoje estamos num vortex tecnológico em que a velocidade da adaptação as novas tecnologias é extremamente rápida em que 99% das nossas decisões são instintivas.

Há uma crescente preocupação dos consumidores antes do processo de compra em fazer uma validação digital e isto, obriga as empresas a falhar menos, pois é impossível “enganar” um consumidor mais que uma vez.

Tendências de gestão financeira para os próximos anos

Apesar do endividamento das empresas ter baixado, continuamos atualmente com um risco de endividamento excessivo. Nos próximos anos vai ser difícil baixar muito mais porque não vem aí procura na generalidade dos negócios.

Não existem muitas tendências mas haverá instrumentos que permitem capitalizar as empresas, reforçar os seus capitais, digitalizar e tornar os processos mais rápidos e eficientes, que permitirão deixar de colocar as empresas tão dependentes da banca.

 

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